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Bets recuam nos estaduais em 2026 e varejo dobra presença nos naming rights

Levantamento aponta queda das casas de apostas e avanço de redes varejistas nos campeonatos estaduais; número de torneios com patrocinador se mantém

As casas de apostas reduziram participação nos naming rights dos campeonatos estaduais de futebol em 2026, enquanto o setor varejista ampliou de forma significativa sua presença. A mudança foi identificada em levantamento que comparou os acordos comerciais das 27 federações estaduais brasileiras entre 2025 e 2026.

Dos 27 estaduais, 18 mantêm nomes associados a patrocinadores nesta temporada, seja por renovação ou por novos contratos, enquanto nove competições seguem sem patrocínio máster. O total de torneios com naming rights permaneceu igual ao de 2025, indicando estabilidade no número de acordos, mas com clara redistribuição entre os setores patrocinadores.

As bets, que lideravam o cenário em 2025 com presença em oito campeonatos, aparecem agora em apenas seis estaduais. A Superbet, principal marca do segmento, reduziu sua atuação de seis para cinco contratos e não fechou novos acordos em 2026. Outras empresas do setor também recuaram: a Bet Nacional e a 4play.bet não renovaram parcerias com as federações de Pernambuco e Goiás, respectivamente.

Um dos movimentos mais emblemáticos ocorreu no Campeonato Paulista. O principal estadual do país passou a ser patrocinado pelas Casas Bahia em 2026, marcando a entrada da rede varejista como naming rights da competição após a saída do setor financeiro.

O varejo, aliás, foi o grande vencedor do novo ciclo. Empresas como Casas Bahia, Fort Atacadista, Martinello e Novo Mundo dobraram a presença em relação a 2025. Em Goiás, por exemplo, o Campeonato Goiano passou a ter a Novo Mundo como patrocinadora principal, substituindo a 4play.bet.

Entre as instituições financeiras, houve leve retração: de sete para seis campeonatos patrocinados. Ainda assim, a Sicredi ampliou sua atuação de três para cinco contratos, apesar de ter deixado o Paulistão. A cooperativa fechou acordos com federações que antes não tinham naming rights.

Três estaduais que estavam sem patrocinador em 2025 passaram a ter naming rights em 2026: Acre, Amapá e Amazonas, todos com a Sicredi. No Amazonas, o Baezão voltou a ter denominação comercial após 11 anos sem patrocínio máster, marcando um retorno relevante para a federação local.

Na outra ponta, Paraíba, Paraná e Piauí perderam seus parceiros e engrossaram a lista de competições sem naming rights nesta temporada. As mudanças ocorreram majoritariamente no início do ano e impactaram campeonatos disputados tradicionalmente no primeiro semestre.

Para as federações estaduais, o cenário indica uma nova dinâmica comercial, com maior diversificação de setores e menor dependência das bets. Para as empresas, a redistribuição dos investimentos reflete ajustes estratégicos no futebol brasileiro, em um contexto de mercado mais cauteloso e competitivo.

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