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Pesquisa aponta que velocidade dos saques pode definir disputa entre bets durante a Copa do Mundo

Estudo indica que expectativa por pagamentos instantâneos cresce enquanto operadores ainda subestimam impacto na fidelização

A menos de 100 dias da Copa do Mundo, o mercado global de apostas esportivas se prepara para um novo recorde de movimentação financeira. A expectativa é que o torneio gere mais de US$ 35 bilhões em apostas em todo o mundo, impulsionando um setor que já apresenta forte crescimento. No Brasil, o mercado regulado de bets e jogos online registrou cerca de R$ 37 bilhões em receita bruta em 2025.

Nesse cenário, uma pesquisa da OKTO Payments aponta que a velocidade dos saques — e não apenas a facilidade dos depósitos — pode ser determinante para a retenção de usuários nas plataformas durante grandes eventos esportivos. O estudo identifica uma diferença significativa entre a percepção das operadoras e as expectativas dos apostadores.

Segundo o levantamento, 92,5% das empresas acreditam que os clientes estão dispostos a aguardar mais de quatro horas para receber pagamentos. Já entre os jogadores, 42,7% consideram aceitável um prazo máximo de apenas 30 segundos para o recebimento dos valores.

Para o fundador e presidente executivo da empresa, Filippos Antonopoulos, o momento do saque representa um ponto decisivo na experiência do usuário. Ele afirma que, em períodos de alto volume de transações, como durante a Copa do Mundo, atrasos podem resultar tanto em perda de confiança quanto em impacto direto na receita das plataformas.

A pesquisa também mostra que o acesso imediato ao prêmio é o principal fator de confiança para 28,8% dos apostadores ao escolherem continuar em uma determinada plataforma. Outros 15,8% indicam experiências positivas anteriores de saque como motivo para repetir apostas no mesmo ambiente digital.

O relatório destaca ainda os desafios estruturais enfrentados pelas operadoras na América Latina. O uso predominante do Pix no Brasil, carteiras digitais na Argentina e cartões bancários no Chile cria um cenário fragmentado, que exige soluções de pagamento adaptadas a cada mercado.

Entre os principais riscos apontados pelas empresas estão fraude e falhas de segurança, citadas por 21,1% dos entrevistados, além de questões regulatórias e de compliance, mencionadas por 17,3%. Esses desafios tendem a se intensificar justamente nos momentos de maior demanda, quando as plataformas precisam operar com máxima eficiência.

Dados do estudo indicam que, em agosto de 2025, sites de apostas legalizados no Brasil registraram mais de 2,21 bilhões de acessos mensais. Durante um torneio como a Copa do Mundo, com mais de uma centena de partidas e entrada massiva de novos usuários, a tendência é de crescimento significativo desse volume.

Nesse contexto, a infraestrutura de pagamentos passa a ser vista como um diferencial competitivo. Operadoras que conseguem processar saques em tempo real e integrar métodos locais de pagamento tendem a oferecer melhor experiência ao usuário e maior capacidade de fidelização.

A pesquisa aponta que 37,6% das empresas já enxergam os pagamentos como alavanca estratégica de crescimento. A Copa do Mundo deve funcionar como um teste decisivo para essa abordagem, ao colocar à prova a capacidade operacional das plataformas diante de picos extremos de movimentação.

O relatório completo, intitulado “Playing Differently in LatAm: How a New Generation of Players is Redefining the Payment Experience”, foi elaborado com base em 620 entrevistas realizadas em 2026 com consumidores e empresas do Brasil, Argentina e Chile. O material reúne análises de tendências regionais e recomendações para que operadoras transformem o sistema de pagamentos em um elemento central de retenção e competitividade no mercado.

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