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Por dentro da guerra invisível do iGaming: por que uma SOC 24/7 se tornou questão de sobrevivência

Enquanto jogadores do mundo inteiro apostam a qualquer hora do dia, plataformas de iGaming enfrentam ataques sofisticados e interrupções que podem custar milhões e até licenças regulatórias. Os últimos anos deixaram claro: sem operações de segurança 24 horas, não há como sobreviver.

São 3h da manhã. O escritório está silencioso, mas as telas da SOC brilham como se fossem dezenas de olhos em alerta máximo. No iGaming, madrugada não é sinônimo de descanso é uma janela perfeita para invasores. Apostas, pagamentos e jogos funcionam sem interrupção, atravessando fusos, marcas e jurisdições. Qualquer falha, atraso ou invasão se espalha instantaneamente.

Os últimos três anos expuseram a vulnerabilidade do setor com clareza brutal. Em 2023, a Stake.com perdeu US$ 41 milhões após um ataque atribuído ao Grupo Lazarus, da Coreia do Norte. Em 2024, a MetaWin sofreu um prejuízo de US$ 4 milhões devido à exploração no fluxo de saques de sua carteira quente. No mesmo ano, a Duelbits foi comprometida após o vazamento de uma chave privada. Em 2025, a Bragg Gaming enfrentou uma violação interna que, mesmo sem expor dados, abalou a confiança do mercado.

O recado é evidente: em plataformas onde o dinheiro real circula em tempo real, qualquer brecha se transforma em prejuízo e em risco regulatório imediato.

É nesse cenário que a SOFTSWISS estruturou sua SOC 24/7, abandonando ferramentas corporativas caras e inadequadas para o ritmo do iGaming. Em vez disso, construiu uma arquitetura baseada em código aberto, automação pesada e monitoração contínua.

O ClickHouse, usado como motor de geração de logs, garante ingestão massiva com consultas ultrarrápidas. Regras Sigma vinculadas ao MITRE ATT&CK padronizam a detecção e aceleram investigações. O Catalyst (IRP) e o Shuffle (SOAR) automatizam ações como isolamento de hosts, revogação de acessos e rotação de credenciais. O Flare monitora vazamentos em tempo real, reduzindo riscos associados a compromissos de identidade hoje, um dos vetores mais críticos do setor.

Além da tecnologia, há o fator humano. A automação liberou analistas para decisões complexas, enquanto incidentes graves são coordenados por um Gerente de Incidentes dedicado. Métricas como MTTD, MTTA e MTTR refletem não apenas eficiência operacional, mas a capacidade de proteger recursos financeiros e reputacionais em segundos.

Em um ambiente altamente regulado, com múltiplas marcas e fluxos financeiros sensíveis, a SOC se torna a espinha dorsal da operação e da confiança.

No iGaming, nenhum operador perde dinheiro apenas quando um ataque acontece; ele perde quando não está preparado. Se as plataformas não dormem, a segurança também não pode dormir. E, como mostram os últimos anos, no jogo da cibersegurança, quem hesita perde muito mais do que fichas.

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