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Novo Desenrola já renegocia R$ 10 bilhões em dívidas e bloqueia apostas para participantes

Programa federal supera 1 milhão de operações nos primeiros dias e impõe restrição de 12 meses em plataformas de bets para evitar novo superendividamento

O Novo Desenrola Brasil já renegociou cerca de R$ 10 bilhões em dívidas e ultrapassou a marca de 1 milhão de operações nos primeiros dias de funcionamento, segundo balanço parcial divulgado pelo Ministério da Fazenda.

Os números foram apresentados pelo governo federal como sinal de forte adesão ao programa, que busca reduzir o endividamento das famílias brasileiras e estimular a reorganização financeira dos consumidores.

No eixo voltado às famílias, o programa já contabiliza mais de 1,1 milhão de operações entre quitações à vista e refinanciamentos.

As negociações à vista somaram mais de 449 mil operações, com desconto médio próximo de 85%.

Segundo o levantamento, dívidas que originalmente totalizavam mais de R$ 1 bilhão foram liquidadas por cerca de R$ 154 milhões.

Já na modalidade de refinanciamento com garantia do Fundo Garantidor de Operações, foram registradas mais de 685 mil renegociações.

Nesse grupo, passivos estimados em cerca de R$ 9 bilhões foram reduzidos para aproximadamente R$ 1,36 bilhão após aplicação dos descontos médios.

O governo afirma que a proposta é aliviar o peso do serviço da dívida sobre o orçamento das famílias e permitir recuperação gradual da saúde financeira dos consumidores.

Além das famílias, o programa também avançou sobre contratos do financiamento estudantil.

No Desenrola Fies, mais de 34 mil contratos já passaram por renegociação.

As dívidas originais, que somavam pouco mais de R$ 2 bilhões, foram reduzidas para cerca de R$ 410 milhões após descontos médios em torno de 80%.

Mas um dos pontos que mais chamam atenção na nova fase do programa está fora do universo bancário.

Quem aderir ao Novo Desenrola terá o CPF automaticamente bloqueado nas plataformas de apostas online regulamentadas pelo período de 12 meses.

A medida foi criada como mecanismo de proteção contra recaídas no superendividamento.

Na prática, participantes do programa ficam impedidos de realizar apostas esportivas ou acessar jogos online nas chamadas bets durante um ano inteiro após a assinatura do contrato de renegociação.

As plataformas autorizadas serão obrigadas a bloquear o acesso desses usuários e até cancelar eventuais apostas que estejam em aberto.

O governo argumenta que a restrição funciona como uma contrapartida para evitar que consumidores que acabaram de renegociar dívidas voltem rapidamente a comprometer a renda com jogos e apostas.

A medida reforça a crescente preocupação das autoridades com os impactos financeiros e comportamentais do mercado de apostas no Brasil, especialmente entre consumidores em situação de vulnerabilidade econômica.

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