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Apostador da Mega Millions tem prêmio retido por dívida que não era dele nos Estados Unidos

Erro envolvendo número do Seguro Social levou ao bloqueio de US$ 800 até intervenção da imprensa

Ganhar na loteria costuma parecer um processo direto: acertar os números, apresentar o bilhete premiado e receber o valor. Nos Estados Unidos, porém, um apostador da Mega Millions viveu uma situação inesperada ao ter seu prêmio temporariamente confiscado por causa de uma suposta dívida tributária que não era dele.

O caso envolve Carl McCain, morador de Timberlake, na Carolina do Norte. Em entrevista à afiliada local da ABC, ele contou que costuma apostar em raspadinhas, mas decidiu tentar a sorte na Mega Millions no início de novembro do ano passado.

No sorteio realizado em 4 de novembro de 2025, McCain acertou quatro das seis dezenas e garantiu um prêmio de US$ 800 — valor equivalente a pouco mais de R$ 4 mil. Embora não seja uma quantia milionária, representava um reforço importante no orçamento.

Viagem para resgatar o prêmio e surpresa no guichê

Como o valor ultrapassava o limite de pagamento nas lojas credenciadas, McCain precisou se deslocar até Raleigh, onde funciona o escritório regional da North Carolina Education Lottery. Lá, apresentou o bilhete, preencheu os formulários exigidos e aguardou o pagamento.

Em vez do cheque, recebeu uma notificação informando que o prêmio seria retido para quitação de uma dívida tributária. Pela legislação local, após o desconto dos impostos devidos, valores ganhos em loterias podem ser direcionados automaticamente para o pagamento de débitos com órgãos estaduais, regionais ou municipais, mediante cruzamento obrigatório de dados.

Segundo o documento, McCain teria pendências financeiras nos condados de Lenoir e Wayne. Ele, no entanto, afirmou nunca ter estado nesses locais nem conhecer pessoas nessas regiões.

Confusão envolvendo identidade

Ao entrar em contato com os condados citados, McCain informou seu nome e data de nascimento, mas nenhuma dívida foi localizada. A situação só começou a fazer sentido quando ele forneceu seu número de Seguro Social, equivalente ao CPF no Brasil.

Foi então que descobriu que seu número estava vinculado, nos sistemas, a outro homem com nome semelhante ao dele. O caso entrou em revisão, mas passou mais de um mês sem solução.

Diante da demora, McCain procurou a jornalista Diane Wilson, da emissora local da ABC, conhecida por auxiliar consumidores em disputas e impasses administrativos. Após a repercussão do caso na mídia, a situação foi rapidamente resolvida.

As autoridades informaram que o número de Seguro Social de McCain foi retirado da lista de devedores, e ele recebeu o cheque com os US$ 800 poucos dias depois. Posteriormente, representantes locais afirmaram que o bloqueio ocorreu devido a uma confusão de identidades nos registros oficiais.

O episódio chamou atenção para os mecanismos automáticos de retenção de prêmios nos Estados Unidos, prática que não ocorre no Brasil nas loterias federais, como a Mega-Sena.

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