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Especialistas discutem regulação e tecnologia na proteção ao jogador durante o SBC Summit Rio

A regulação do mercado de apostas no Brasil e o papel da tecnologia na proteção dos jogadores foram temas centrais de um dos painéis realizados durante o SBC Summit Rio, evento que reuniu representantes da indústria entre segunda-feira e quarta-feira. O debate ocorreu no painel “Proteção ao Jogador: Muito Mais que um Item de Regulamentação”, realizado no palco Tech Innovation.

Durante a discussão, especialistas abordaram como o novo marco regulatório brasileiro tem influenciado a estrutura de governança das empresas de apostas e ampliado a importância das políticas de jogo responsável dentro das operações.

A advogada Laura Morganti, diretora de Assuntos Institucionais da BetBoom, destacou que a legislação recente representa um avanço institucional ao estabelecer obrigações claras para operadores que atuam no mercado regulado.

Segundo ela, a Lei nº 14.790/2023 desempenha papel relevante ao introduzir mecanismos obrigatórios voltados à proteção do jogador e ao fortalecimento da transparência nas operações.

Entre essas medidas estão ferramentas de autoexclusão, limites de depósito e sistemas mais robustos de identificação e monitoramento de usuários.

De acordo com Morganti, a regulamentação transforma práticas que antes eram adotadas de forma voluntária pelas empresas em obrigações regulatórias formais.

Para a especialista, esse movimento contribui para estruturar o conceito de jogo responsável como elemento central do funcionamento das plataformas de apostas.

Ela afirmou que o novo ambiente regulatório reforça a responsabilidade das empresas em atuar na prevenção de comportamentos de risco.

Na avaliação da advogada, as diretrizes estabelecidas pela legislação brasileira criam um dever ativo de cuidado por parte dos operadores, que passam a implementar sistemas de monitoramento e gestão de risco mais sofisticados.

Esses mecanismos permitem identificar padrões de comportamento potencialmente problemáticos e adotar medidas preventivas antes que a situação evolua para um problema mais grave.

Durante o painel, Morganti também ressaltou que a proteção ao jogador tende a se tornar um diferencial competitivo no mercado brasileiro.

Segundo ela, em um ambiente que ainda passa por processo de consolidação, a confiança do público será um dos principais fatores para a sustentabilidade das empresas que atuam dentro da regulamentação.

Ela destacou que parte dos apostadores brasileiros ainda utiliza plataformas ilegais, o que reforça a importância de fortalecer a credibilidade das empresas licenciadas.

Na avaliação da especialista, companhias que investem em transparência, proteção ao usuário e cooperação institucional tendem a contribuir para a construção de um ambiente mais seguro e confiável para os consumidores.

Outro ponto discutido durante o painel foi o modelo de governança regulatória adotado no Brasil para lidar com o tema do jogo responsável.

Morganti afirmou que o país tem incorporado diversas ferramentas tecnológicas já utilizadas em mercados internacionais, mas ao mesmo tempo vem construindo uma estrutura regulatória com características próprias.

Segundo ela, o modelo brasileiro combina referências internacionais com elementos adaptados à realidade institucional do país.

Entre esses elementos estão a ênfase na proteção do consumidor e a articulação entre diferentes áreas do governo para tratar os impactos sociais associados ao crescimento do mercado de apostas.

Na visão da especialista, essa abordagem tende a moldar um modelo regulatório com identidade própria, diferente do observado em outros países que já possuem mercados de apostas mais consolidados.

O debate realizado no SBC Summit Rio destacou ainda que o avanço tecnológico tem papel fundamental na implementação das políticas de proteção ao jogador.

Ferramentas digitais permitem que operadores acompanhem o comportamento dos usuários em tempo real, identifiquem padrões de risco e adotem intervenções quando necessário.

Entre os recursos utilizados estão sistemas de análise de dados, inteligência artificial e algoritmos capazes de identificar mudanças de comportamento relacionadas ao uso das plataformas.

Essas tecnologias permitem, por exemplo, detectar aumento abrupto na frequência de apostas ou mudanças no padrão financeiro dos usuários.

Quando esses sinais são identificados, as plataformas podem acionar alertas, sugerir pausas nas apostas ou orientar o usuário sobre mecanismos de autoexclusão disponíveis.

A discussão também destacou que a adoção dessas ferramentas contribui para ampliar a confiança de autoridades reguladoras e consumidores no funcionamento do mercado.

Com a regulamentação recente, as empresas que operam legalmente no Brasil passaram a incorporar esses mecanismos de forma mais estruturada em suas plataformas.

Os especialistas ressaltaram que o desafio agora será garantir a efetividade dessas medidas na prática e ampliar o conhecimento da população sobre os recursos de proteção disponíveis.

O SBC Summit Rio reuniu representantes de empresas de apostas, especialistas em tecnologia, reguladores e profissionais do setor para discutir o desenvolvimento do mercado brasileiro.

Entre os temas debatidos durante o evento estiveram regulação, inovação tecnológica, integridade esportiva e políticas de jogo responsável.

A BetBoom, empresa representada por Laura Morganti no painel, atua globalmente no setor de iGaming e possui forte presença no cenário de esportes eletrônicos.

A companhia patrocina organizações de esports como FURIA, Team Spirit e BetBoom Team, além de contar com embaixadores ligados ao cenário competitivo e digital.

Entre eles estão Gabriel “FalleN” Toledo, um dos principais nomes brasileiros no universo dos esports, e Nobru, influenciador conhecido no cenário de jogos eletrônicos.

A empresa também participa de transmissões de campeonatos de Counter-Strike 2 organizados por entidades como Blast, PGL e ESL.

No Brasil, a BetBoom apoia a realização de competições como o BetBoom Rush B! Summit, Circuit X e BetBoom Storm.

A companhia também mantém parceria com o apresentador Danilo Gentili e patrocina o programa The Noite.

A plataforma reúne jogos desenvolvidos por mais de 150 fornecedores do setor, incluindo empresas como Pragmatic Play, SPRIBE e PG Soft.

Além disso, a BetBoom integra o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável, organização que reúne operadores do setor e promove iniciativas voltadas ao desenvolvimento de padrões responsáveis na indústria de apostas.

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