Publicidade é chave para separar operadores legais e ilegais no mercado de apostas, diz executivo
Debate em evento do IAB Brasil destaca papel estratégico da comunicação e os desafios após a regulamentação
A publicidade foi apontada como um dos pilares para garantir segurança ao apostador e diferenciar operadores legais de plataformas ilegais no mercado brasileiro. O tema foi destacado por Hugo Baungartner, Chief Business Officer do Grupo Esportes Gaming Brasil, durante participação em um masterclass promovido pelo IAB Brasil nesta terça-feira.
No encontro, que reuniu também Ricardo D’Ottaviano, Fernanda Meirelles e Fernanda Maia, foram discutidos os avanços do setor após a regulamentação e os desafios para consolidar o novo cenário no país.
Ao comentar o Projeto de Lei 3.563/2024, Baungartner afirmou que a comunicação exerce um papel estrutural no ambiente regulado. Segundo ele, limitar a publicidade dos operadores autorizados pode gerar efeito contrário ao esperado, fortalecendo o mercado clandestino ao dificultar a identificação de empresas legalizadas pelos usuários.
O executivo também destacou que ainda há distorções na percepção pública sobre o setor, reflexo do período anterior à regulamentação. De acordo com ele, a estrutura implementada em 2025 elevou significativamente o nível de exigência, trazendo regras mais rígidas e alinhadas à proteção dos consumidores, especialmente dos públicos mais vulneráveis.
Durante o evento, Baungartner detalhou o alto padrão técnico exigido na indústria, comparável ao de mercados consolidados como Las Vegas, Mônaco e Macau. Segundo ele, os jogos passam por múltiplas auditorias, incluindo verificações no sistema, no gerador de números aleatórios e nos índices de retorno ao jogador.
Outro ponto relevante foi o avanço das práticas de jogo responsável. O executivo explicou que as plataformas já utilizam ferramentas de monitoramento contínuo do comportamento dos usuários, com recursos como alertas, sugestões de pausa e definição de limites, funcionando como mecanismos ativos de proteção.
A regulamentação do setor B2B também foi abordada como um passo estratégico no combate ao mercado ilegal. Em discussão na Secretaria de Prêmios e Apostas, a proposta prevê que todos os fornecedores envolvidos na cadeia — incluindo sistemas, meios de pagamento e soluções tecnológicas — operem sob licenciamento e conformidade regulatória.
Segundo Baungartner, esse movimento é essencial para garantir que todo o ecossistema funcione dentro das normas, com estrutura local e padrões de segurança definidos.
O IAB Brasil atua no desenvolvimento de padrões técnicos e boas práticas para a publicidade digital, promovendo a sustentabilidade e a integridade do setor. Já o Grupo Esportes Gaming Brasil, com sede em Recife, é uma empresa de tecnologia e entretenimento focada em transparência e segurança de dados, além de integrar a entidade desde o início de 2026.
O grupo é um dos principais operadores de apostas do país, com licença oficial concedida pelo Ministério da Fazenda, e atua por meio de marcas como Esportes da Sorte, Onabet e Lottu.
Além da atuação no mercado de apostas, a empresa investe em iniciativas esportivas, culturais e sociais, incluindo patrocínios a clubes como Corinthians, Ceará, Ferroviária e Náutico, além de apoio a eventos tradicionais como o Galo da Madrugada, o Carnaval em diversas cidades e o Festival de Parintins.
Com foco em inovação, o grupo reforça o compromisso com o jogo responsável e com o desenvolvimento de tecnologias voltadas à segurança e ao bem-estar dos usuários, enquanto amplia sua presença digital por meio de campanhas e parcerias estratégicas.



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