Maioria dos brasileiros apoia veto a apostas para participantes do Novo Desenrola, aponta pesquisa Quaest
Levantamento mostra ampla aprovação à restrição imposta pelo programa de renegociação de dívidas, inclusive entre diferentes grupos políticos
A proibição de apostas online para participantes do Novo Desenrola tem forte apoio da população brasileira. Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira revelou que 79% dos brasileiros concordam com a restrição aplicada a quem aderir ao programa federal de renegociação de dívidas. Apenas 16% se declararam contrários à medida.
O levantamento ouviu 2.004 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 8 e 11 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Os dados mostram que o apoio à restrição ultrapassa divisões políticas e aparece de forma consistente entre diferentes perfis do eleitorado. Entre os eleitores que se identificam como lulistas, 81% aprovam a medida. No grupo da esquerda não lulista, o percentual sobe para 87%.
Entre os eleitores independentes, a concordância chegou a 80%. Já entre os que se identificam com a direita não bolsonarista, 76% apoiam a proibição. Mesmo no grupo bolsonarista, onde houve maior resistência, a maioria ainda se mostrou favorável, com 68% de aprovação e 28% de rejeição.
A pesquisa também mediu a percepção dos brasileiros sobre o próprio Novo Desenrola. Segundo o levantamento, 57% afirmaram já conhecer o programa lançado pelo governo federal, enquanto 43% disseram não ter tomado conhecimento da iniciativa.
Quando questionados sobre a proposta, metade dos entrevistados avaliou que o programa é uma boa ideia e pode ajudar pessoas a saírem do endividamento. Outros 22% consideram que a iniciativa pode oferecer algum alívio, mas sem resolver o problema de forma definitiva. Já 23% enxergam a medida como negativa, por acreditarem que ela pode incentivar novos ciclos de endividamento.
O levantamento também apontou leve melhora na avaliação do governo federal. A aprovação da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi registrada em 46%, enquanto a desaprovação ficou em 49%. Em comparação com a rodada anterior da pesquisa, houve redução na taxa de rejeição e crescimento na aprovação.
Os números indicam que, apesar das divergências políticas que costumam dominar o debate nacional, o controle sobre apostas online entre beneficiários de programas de renegociação de dívidas surge como um dos raros temas com forte convergência entre diferentes segmentos do eleitorado.



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