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Empresário ligado a plataformas de apostas é preso em operação contra esquema milionário de jogos ilegais

Investigação aponta uso de influenciadores digitais para atrair vítimas; polícia apreendeu carros de luxo, relógios e outros bens de alto valor

A Polícia Civil prendeu, nesta quinta-feira, o empresário Alberth Cesar Janjon durante uma operação que investiga um suposto esquema criminoso envolvendo plataformas digitais de apostas ilegais e jogos de azar.

A prisão aconteceu em um apartamento de alto padrão em Campinas, no interior de São Paulo, durante a Operação Jogo Sujo, que busca desarticular uma organização com atuação em diferentes estados brasileiros.

Segundo as investigações, Janjon seria um dos responsáveis pela estrutura administrativa ligada às plataformas investigadas, incluindo operações que já estariam inativas desde 2024. Ele deverá responder por crimes como associação criminosa e estelionato.

Durante o cumprimento do mandado de prisão preventiva, os policiais apreenderam uma série de bens de luxo, entre eles relógios de alto valor, celulares, cartões bancários, notebook, uma bolsa de grife e dois veículos avaliados em mais de R$ 1 milhão.

De acordo com a polícia, um dos relógios encontrados teria valor aproximado de R$ 1 milhão.

As investigações tiveram origem no Ceará e apontam a existência de uma rede com atuação em pelo menos seis estados brasileiros, incluindo São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Santa Catarina, Bahia e Ceará.

Segundo os investigadores, o grupo utilizaria influenciadores digitais para impulsionar a divulgação das plataformas e atrair usuários. Um dos nomes monitorados teria mais de 3 milhões de seguidores nas redes sociais.

A polícia agora tenta esclarecer como funcionava a remuneração desses divulgadores, incluindo a possibilidade de pagamentos fixos ou comissões baseadas na captação de novos usuários.

Outro ponto revelado pela investigação envolve a tentativa de fuga de um suposto líder da organização, que teria tentado embarcar para os Estados Unidos, mas acabou detido após ter o visto cancelado ao retornar ao Brasil.

As autoridades estimam que os prejuízos causados pelo esquema possam alcançar dezenas de milhões de reais, embora o valor total ainda esteja sendo apurado.

O caso também já havia ganhado repercussão política. O nome do empresário apareceu anteriormente em discussões da CPI das Bets no Senado, em meio a pedidos de esclarecimento sobre a atuação de empresas ligadas ao mercado de apostas online.

A defesa do empresário contestou duramente a prisão e classificou a medida como inadequada e desproporcional. Os advogados afirmam que os fatos investigados são antigos, já fazem parte de outro processo em andamento e negam irregularidades na origem do patrimônio apreendido.

A defesa também sustenta que parte dos bens levados durante a operação sequer pertence ao investigado.

Enquanto a investigação avança, a Polícia Civil segue tentando identificar outros envolvidos e mapear a real dimensão financeira do esquema que pode atingir um dos maiores casos recentes ligados ao mercado clandestino de apostas no país.

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