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MLS pede retirada de apostas em cartões após banimento de jogadores por manipulação

Liga identifica risco à integridade esportiva e reforça medidas contra apostas específicas

A Major League Soccer solicitou às casas de apostas esportivas a remoção de mercados relacionados a cartões amarelos e vermelhos. A medida foi tomada após o banimento dos jogadores Derrick Jones e Yaw Yeboah, ex-integrantes do Columbus Crew.

A decisão ocorre após investigação da liga que identificou envolvimento dos atletas em apostas diretamente ligadas a eventos dentro de campo. Em um dos episódios analisados, Jones recebeu cartão amarelo em uma partida disputada em outubro de 2024 — justamente um evento no qual ele e Yeboah haviam apostado previamente.

Segundo a MLS, há indícios de que os jogadores compartilharam informações privilegiadas com outros apostadores, incluindo a intenção de provocar a advertência durante o jogo. A liga, no entanto, afirmou que não foram encontradas evidências de manipulação do resultado final da partida.

Em comunicado oficial, o Columbus Crew criticou a conduta dos ex-atletas e reforçou o compromisso com a integridade esportiva. O clube destacou que práticas desse tipo contrariam os princípios fundamentais da competição justa.

O caso levou a MLS a classificar apostas em eventos específicos, como cartões, como de alto risco para a integridade das competições. Por isso, a liga decidiu agir preventivamente, pedindo a retirada desse tipo de mercado das plataformas.

Até o momento, não há confirmação se os jogadores enfrentarão processos criminais pelo envolvimento no caso.

Apesar da postura mais rígida nesse episódio, a MLS mantém relações comerciais com o setor de apostas. A liga foi pioneira entre grandes competições da América do Norte ao firmar parcerias com empresas do segmento, incluindo acordos de marketing com a Polymarket.

De acordo com Carter Ladd, vice-presidente sênior de desenvolvimento de negócios da MLS, a estratégia da liga busca equilibrar inovação comercial com responsabilidade esportiva. Ele afirmou que a intenção é oferecer flexibilidade aos clubes sem comprometer a credibilidade das competições.

O episódio reforça preocupações recorrentes sobre os riscos das chamadas “apostas exóticas”, que envolvem eventos específicos dentro das partidas. Situações semelhantes já foram registradas em outras ligas norte-americanas, como a National Basketball Association, onde casos envolvendo atletas também geraram investigações recentes.

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