Presidente da Loterj defende integração entre reguladores e comunicação clara para combater mercado ilegal
Durante participação no CGS Brasília, realizado nesta terça-feira, a presidente da Loterj, Fabíola Esteves, afirmou que o combate ao mercado ilegal de apostas no Brasil depende diretamente de uma atuação conjunta entre órgãos reguladores e de uma comunicação mais eficiente com a população.
Segundo a executiva, o avanço das plataformas clandestinas exige uma resposta coordenada entre entidades responsáveis pela regulamentação e fiscalização do setor.
“É fundamental que haja maior integração entre os órgãos reguladores para que possamos combater de forma efetiva o mercado ilegal de jogos no Brasil”, declarou.
Fabíola também destacou a importância de criar estratégias de comunicação acessíveis e contínuas para ajudar os usuários a identificar quais plataformas operam legalmente no país. A presidente citou dados de uma pesquisa do Instituto Locomotiva, divulgada em 2025, que apontam que 78% dos apostadores brasileiros têm dificuldade em diferenciar sites regulamentados de operações irregulares.
Para ela, o cenário evidencia que apenas regulamentar o setor não é suficiente para reduzir os riscos ligados ao mercado clandestino.
“Esse dado mostra que não basta regular. É preciso comunicar melhor. Precisamos avançar em uma estratégia de comunicação eficiente, que permita ao cidadão reconhecer, com clareza, quais plataformas operam de forma legal”, ressaltou.
O painel também contou com a participação de Brunno Carmona, representante da Betano, além da mediação de Thiago Iusin, da Betshield Responsible Gaming. O debate reuniu diferentes visões sobre regulamentação, fiscalização, jogo responsável e integridade no mercado brasileiro de apostas.
A participação da Loterj no evento reforçou o posicionamento institucional da autarquia em defesa de um ambiente regulado, transparente e seguro para operadores e consumidores. O encontro também serviu para ampliar discussões sobre sustentabilidade do setor e medidas para reduzir o espaço ocupado por plataformas ilegais no Brasil.



Publicar comentário